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ABCD - Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva - Brazilian Archives of Digestive Surgery

Capa

Ano 2017
Volume 28
Suplemento 4

Capa

Ano 2015
Volume 28
Suplemento 5

Editorial

1 - A saúde no Brasil - perspectivas otimistas?

Health in Brazil - optimistic outlook?

Florentino CARDOSO

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):167

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Artigo Original

2 - Modelo experimental de tratamento de sepse por Klebsiella pneumoniae produtora de betalactamase de amplo espectro

Experimental model for treatment of extended spectrum betalactamase producing-Klebsiella pneumoniae

Paula Virginia Michelon TOLEDO, Felipe Francisco TUON, Larissa BAIL, Francine MANENTE, Polliane ARRUDA, Ayrton Alves ARANHA-JUNIOR

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):168-171

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RACIONAL: Modelos animais são importantes para avaliar a eficácia de antimicrobianos e a validação do sítio de infecção e a carga bacteriana. OBJETIVO: Definir a concentração do inóculo bacteriano, a dose e o tempo de administração de antimicrobianos a fim de validar um modelo experimental para o tratamento de Klebsiella pneumoniae produtora de betalactamase de amplo espectro em sepse letal. MÉTODO: Inóculos de Klebsiella pneumoniae produtora de betalactamase de espectro estendido de 1,5x109 unidades formadoras de colônias por mililitro (UFC/ml) a 2,0x1010 UFC/ml foram administrados via injeção peritoneal em ratos Wistar adultos. Sobrevida e dados microbiológicos de hemoculturas e culturas quantitativas de fluido peritoneal foram avaliados inicialmente em animais não tratados. Animais inoculados com 2,0x1010 UFC/ml foram tratados dose única de meropenem (30mg/kg) e animais inoculados com 1,0x1010 UFC/ml foram tratados imediatamente com meropenem (50 mg/kg) por 24 horas e os desfechos foram avaliados após 24 horas da inoculação. RESULTADOS: Soluções com 1,5 x109 e 6,0x109 UFC/ml não foram letais. Inóculos de 1,0x1010 UFC/ml e de 2,0x1010UFC/ml foram letais em 80% e 100% dos animais respectivamente. Sepse letal (1.0x1010CFU/mL) com tratamento imediato e por 24 horas apresentou 40% de mortalidade, comparada com 80% nos controles (p=0.033). Culturas quantitativas de fluido peritoneal apresentaram =104 UFC/ml enquanto que controles sem tratamento apresentaram >105 UFC/ml (p=0.001). CONCLUSÃO: Modelo experimental com inóculo de 1,0x1010UFC/ml submetido ao tratamento imediato e por 24 horas foi capaz de avaliar resposta microbiológica e de sobrevida podendo ser modelo de embasamento e de controle para tratamento de sepse letal por Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase.


Palavras-chave: Klebsiella pneumoniae, Sepse, Modelos animais

3 - Associação do Papilomavírus humano com o adenocarcinoma colorretal e sua influência no estadio tumoral e no grau de diferenciação celular

Association between human Papillomavirus and colorectal adenocarcinoma and its influence on tumor staging and degree of cell differentiation

Olavo Magalhães PICANÇO-JUNIOR, Andre Luiz Torres OLIVEIRA, Lucia Thereza Mascarenhas FREIRE, Rosangela Baia BRITO, Luisa Lina VILLA, Délcio MATOS

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):172-176

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RACIONAL: O câncer colorretal é uma das neoplasias mais frequentes entre a população adulta mundial, e entre as do trato gastrointestinal, é a segunda em relação à prevalência e mortalidade sendo a sua causa conhecida apenas em cerca de 5% dos casos. Acredita-se que 15% das doenças malignas estariam relacionadas à oncogênese viral. OBJETIVO: Correlacionar a presença do HPV com o estadiamento e o grau de diferenciação celular dos pacientes portadores de adenocarcinoma colorretal. MÉTODOS: Foi realizado um estudo retrospectivo do tipo caso-controle com 144 pacientes divididos em um grupo teste representado por pacientes com câncer colorretal em um total de 79 casos e um grupo controle correspondente à pacientes com doença benigna totalizando 65 casos. Após a aplicação dos critérios de exclusão, foi possível analisar 144 pacientes com idade entre 25 a 85 anos (média de 57,85 anos com desvio-padrão de 15,27 anos e mediana de 58 anos). Oitenta e seis (59,7%) pacientes eram homens. Amostras teciduais a partir de blocos de parafina de ambos os grupos foram submetidos à extração do DNA e em seguida foi realizada reação em cadeia da polimerase com iniciadores genéricos e específicos para HPV 16 e 18 e também a hibridização do tipo dot blot com o intuito de identificar o DNA do HPV. RESULTADOS: Os grupos se mostraram homogêneos quanto a sexo, idade e localização do HPV nas amostras analisadas. Dos 41 pacientes com HPV, 36 (45,6%) eram do grupo teste e cinco (7,7%) do grupo controle (p<0,001). Todos os casos de HPV observados correspondiam ao HPV 16 não sendo evidenciado HPV 18 em nenhum caso estudado. Não houve diferença significativa na comparação realizada quando se considerou o sexo, idade e localização no que tange a presença do HPV em ambos os grupos. Não observou-se diferença significativa em relação ao estádio e ao grau de diferenciação celular dos pacientes portadores de câncer colorretal. CONCLUSÃO: O papilomavírus humano tipo 16 está presente em indivíduos portadores de carcinoma colorretal. No entanto, não está relacionado com o estadiamento e o grau de diferenciação.


Palavras-chave: Infecções por papilomavírus, Carcinoma, Neoplasias colorretais, Estadiamento de neoplasias, Diferenciação celular

4 - Cálculo do volume de órgãos de ratos e sua aplicação na validação da relação de volumes entre a cavidade abdominal e o saco herniário em hérnias incisionais com "perda de domicílio"

Volume calculation of rats' organs and its application in the validation of the volume relation between the abdominal cavity and the hernial sac in incisional hernias with "loss of abdominal domain"

Luz Marina Gonçalves de ARAÚJO, Leonardo Carvalho SERIGIOLLE, Helbert Minuncio Pereira GOMES, Daren Athiê Boy RODRIGUES, Carolina Marques LOPES, Pedro Luiz Squilacci LEME

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):177-181

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RACIONAL: O cálculo da relação de volumes entre o saco herniário e a cavidade abdominal em hérnias incisionais é feito com base em cortes tomográficos e com a fórmula matemática do volume da elipsóide, permitindo determinar se a hérnia é gigante ou se há "perda de domicílio". Como as imagens utilizadas não são figuras geométricas exatas, foi realizado o estudo do volume de dois órgãos sólidos de ratos da linhagem Wistar, para validar estes cálculos. OBJETIVO: Correlacionar dois métodos para determinação do volume do rim e do baço de ratos, comparando um método direto de avaliação do volume com o cálculo matemático deste valor. MÉTODOS: O volume do rim esquerdo, geometricamente mais regular, e do baço, com seu formato peculiar, de dez animais foram estabelecidos em centímetros cúbicos após imersão total em água, com auxílio de proveta graduada em milímetros; estes valores foram comparados com os obtidos através do cálculo do mesmo volume com fórmula matemática específica: V= 4/3 x p x (r1 x r2 x r3). Os dados obtidos foram comparados e submetidos à análise estatística pelo teste t de Student. RESULTADOS: Embora o volume médio obtido tenha sido maior com o método direto, 1,13 cm3 para o rim esquerdo e 0,71 cm3 para o baço, do que os valores calculados com a fórmula matemática, 0,81 cm3 e 0,54 cm3 respectivamente, não houve significância estatística entre as diferenças dos valores encontrados para os dois órgãos (p>0,05). CONCLUSÃO: Houve correlação adequada entre o cálculo direto do volume do rim e do baço com o resultado do cálculo matemático destes valores nos animais estudados.


Palavras-chave: Tamanho do órgão, Hérnia ventral, Hipertensão intra-abdominal/complicações, Estudos de validação

5 - A pressão do esfíncter esofagiano superior varia durante a manometria esofágica

Upper esophageal sphincter resting pressure varies during esophageal manometry

Daniel Tavares REZENDE, Fernando A. M. HERBELLA, Luciana C. SILVA, Sebastião PANOCCHIA-NETO, Marco G. PATTI

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):182-183

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RACIONAL: O esfíncter esofagiano superior é constituído de musculatura estriada. O estresse da intubação e a necessidade de coibir as deglutições secas durante a manometria esofágica podem alterar a pressão basal do esfíncter esofagiano superior que geralmente é estudado somente ao final da manometria convencional. Notou-se na manometria de alta resolução significante variação no decorrer do exame. OBJETIVO: Avaliar a variação da pressão basal do esfíncter esofagiano superior durante a manometria de alta resolução. MÉTODO: Foi avaliada a variação de pressão basal do esfíncter esofagiano superior durante manometria de alta resolução. Foram estudados 36 voluntários sadios (idade média de 31 anos, 55% de mulheres). A pressão basal foi aferida no início e ao término do exame. RESULTADOS: O tempo médio dos exames foi de oito minutos. A pressão basal do esfíncter esofagiano superior foi de 100 mmHg no início do exame e de 70 mmHg ao final, em média (p<0.001). No início do teste, um paciente tinha o esfíncter esofagiano superior hipotônico e 14 hipertônicos. No final, um paciente tinha o esfíncter esofagiano superior hipotônico (o mesmo do início) e sete hipertônicos. CONCLUSÃO: Há significante variação na pressão basal do esfíncter esofagiano superior no curso manometria de alta resolução. Provavelmente, o valor obtido ao final do exame possa ser mais clinicamente relevante.


Palavras-chave: Esfíncter esofágico superior, Manometria, Pressão

6 - Importância das biópsias seriadas e avaliação histológica em pacientes com diarreia crônica e colonoscopia normal

Importance of biopsies and histological evaluation in patients with chronic diarrhea and normal colonoscopies

Franciane Mayra Nicoli KAGUEYAMA, Fernanda Michely NICOLI, Mauro Willemann BONATTO, Ivan Roberto Bonotto ORSO

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):184-187

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RACIONAL: Nos pacientes com diarreia crônica, a colonoscopia pode identificar causas inflamatórias ou alguma doença oculta, e também evidenciar mucosa normal. Nesse contexto, a biópsia seriada da mucosa intestinal pode ser útil para diagnóstico diferencial e até modificar o tratamento. OBJETIVO: Avaliar se as biópsias seriadas executadas em pacientes com diarreia crônica e colonoscopia normal contribuem para o diagnóstico diferencial e alteram a conduta terapêutica. MÉTODO: Estudo descritivo, retrospectivo e transversal, utilizando banco de dados informatizado. Foram incluídos pacientes com diarreia crônica e colonoscopia normal submetidos à biópsia seriada de íleo terminal, cólon ascendente e reto. RESULTADOS: Foram analisados 398 prontuários dos quais 214 foram excluídos. Dos 184 dos incluídos, 91 apresentaram alterações histológicas: inflamação inespecífica 54 (40%); inflamação linfocítica sete (5,18%); inflamação eosinofílica 14 (10,37%); hiperplasia linfoide 53 (39,26%); colite colagenosa três (2,22%); melanose três (2,22%); e pseudomelanose um (0,74%). Os locais com o maior número de alterações foram o íleo terminal e o cólon direito. CONCLUSÕES: Biópsias seriadas em pacientes com diarreia crônica e colonoscopia normal identificaram alterações em quase 50% dos casos, sendo que 22% poderiam ter o tratamento modificado após a identificação de colite colagenosa, linfocítica ou eosinofílica.


Palavras-chave: Colonoscopia, Biópsia, Colite colagenosa

7 - Tempo de internação após apendicectomia aberta por três técnicas cirúrgicas diferentes

Hospitalization time after open appendectomy by three different surgical techniques

Agláia Moreira Garcia XIMENES, Fernando Salvo Torres MELLO, Zailton Bezerra de LIMA-JÚNIOR, Cícero Faustino FERREIRA, Amanda Dantas Ferreira CAVALCANTI, Adalberto Vieira DIAS-FILHO

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):188-190

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RACIONAL: A escolha da técnica de tratamento do coto apendicular na maioria das vezes depende da habilidade e preferência do cirurgião ou do protocolo adotado no serviço, e não se avalia a influência desta escolha no tempo de internação. OBJETIVO: Avaliar a relação entre a técnica cirúrgica e o tempo de permanência hospitalar pós-operatória em pacientes com apendicite aguda. MÉTODOS: Análise retrospectiva dos pacientes submetidos à apendicectomia aberta. Foram avaliados três grupos de acordo com a técnica cirúrgica: convencional (ligadura simples do coto apendicular), sutura em bolsa de tabaco e sutura a Parker-Kerr. Os dados foram cruzados com intervalos de tempo de internação estipulados aleatoriamente (até três dias, de quatro a seis dias, e sete ou mais dias). RESULTADOS: Foram avaliados 180 pacientes entre 15 e 85 anos. Destes, 95 foram submetidos à técnica convencional com média de 3,9 dias de internação e sete apresentaram complicações (infecção de ferida operatória, deiscência de sutura, evisceração e seroma). Em 67 pacientes foi feita sutura em bolsa de tabaco e a média de internação foi de 3,7 dias, com dois casos de complicação (infecção de ferida operatória). Em 18 foi feita a técnica de Parker-Kerr, e o tempo médio foi de 2,6 dias de internação, sem complicações descritas. O coeficiente de contingência entre as variáveis tempo de internação e técnica foi de 0,255 e o coeficiente V de Cramér foi de 0,186. CONCLUSÃO: Houve tendência ao maior tempo de recuperação e maior número de complicações na apendicectomia convencional, enquanto nos pacientes com apendicectomia à Parker-Kerr o tempo de internamento foi significativamente menor.


Palavras-chave: Apendicectomia, Apendicite, Tempo de internação

8 - Ressecção hepática totalmente laparoscópica: nova experiência brasileira

Totally laparoscopic liver resection: new brazilian experience

Croider Franco LACERDA, Paulo Anderson BERTULUCCI, Antônio Talvane Torres de OLIVEIRA

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):191-195

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RACIONAL: Apesar do número crescente de hepatectomias laparoscópicas, ainda há pouca experiência publicada. OBJETIVO: Avaliar os resultados de uma série de hepatectomia totalmente feita com abordagem laparoscópica. MÉTODOS: Estudo retrospectivo incluindo 61 ressecções laparoscópicas hepáticas. Foram estudadas a conversão para técnica aberta; média de idade; gênero, mortalidade; complicações; tipo da hepatectomia; técnicas cirúrgicas aplicadas; e operações simultâneas. RESULTADOS: A conversão para técnica aberta foi necessária em um caso (1,6%). A média de idade foi de 54,7 anos (17-84), 34 eram homens. Três pacientes (4,9%) tiveram complicações. Um faleceu no pós-operatório (mortalidade de 1,6%) e não ocorreram óbitos no intra-operatório. O tipo mais frequente foi hepatectomia direita (37,7%), seguido por bissegmentectomia (segmentos II-III e VI-VII). Não foram utilizados manobras hemi-Pringle ou técnica assistida, e foi evitado o acesso ao pedículo glissoniano (intra-hepática). Seis pacientes (8,1%) foram submetidos a procedimentos simultâneos (hepatectomia e colectomia). CONCLUSÃO: A hepatectomia laparoscópica é procedimento viável e considerado padrão-ouro para várias condições que necessitam resseções hepáticas tanto para doenças benignas com para malignas.


Palavras-chave: Hepatectomia, Laparoscopia, Cirurgia

9 - Modelo experimental inviável de isquemia e reperfusão hepática normotérmica em ratos utilizando a manobra de Pringle

Unfeasible experimental model of normothermic hepatic ischemia and reperfusion in rats using the Pringle maneuver

Helbert Minuncio Pereira GOMES, Leonardo Carvalho SERIGIOLLE, Daren Athiê Boy RODRIGUES, Carolina Marques LOPES, Sarah do Valle STUDART, Pedro Luiz Squilacci LEME

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):196-200

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RACIONAL: O resultado negativo de uma pesquisa nem sempre indica falha, e quando os dados obtidos não permitem uma conclusão adequada, ou ainda, são contrários ao projeto inicial, não devem simplesmente ser desprezados e arquivados. OBJETIVO: Relatar falha ao realizar em animais de pequeno porte modelo experimental de isquemia e reperfusão hepática normotérmica, contínua ou intermitente, visando estudar parâmetros bioquímicos e histológicos após a recuperação pós-operatória. MÉTODOS: Quinze ratos da linhagem Wistar foram divididos em três grupos com cinco animais cada; todos foram operados, a cavidade abdominal foi suturada após os procedimentos propostos para cada grupo e os ratos foram observados por 6 h ou até morrerem, quando foram reoperados. Foram realizados no Grupo 1, controle (sham-operated): dissecção do hilo hepático; no Grupo 2: pinçamento do hilo hepático por 30 m; no Grupo 3: pinçamento do hilo hepático por 15 m, reperfusão do fígado por 5 m e mais 15 m de pinçamento. Os dados dos grupos 2 e 3 foram comparados com o teste t de Student. RESULTADOS: Todos os animais do Grupo 1 sobreviveram 6 h. Dois do Grupo 2 morreram antes das 6 h necessárias para a validação do experimento, dois não se recuperaram da primeira anestesia e um sobreviveu até o final. No Grupo 3, quatro animais morreram antes das 6 h previstas e um sobreviveu o tempo necessário. Apenas um animal do Grupo 2 e um do Grupo 3 sobreviveu ou se encontrava em condições para a complementação do estudo. Não houve significância estatística quando os resultados dos Grupos 2 e 3 foram comparados (p>0,05). CONCLUSÃO: A morte de seis animais antes do período de observação necessário após a primeira operação inviabilizou a proposta inicial do experimento.


Palavras-chave: Modelos animais, Má conduta científica, Fígado/cirurgia, Veia porta, Traumatismo por reperfusão

10 - Adoção do escore MELD aumentou número de transplantes de fígado

Adoption of MELD score increases the number of liver transplant

Lucas Souto NACIF, Wellington ANDRAUS, Rodrigo Bronze MARTINO, Vinicius Rocha SANTOS, Rafael Soares PINHEIRO, Luciana BP HADDAD, Luiz Carneiro D'ALBUQUERQUE

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):201-203

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RACIONAL: O transplante de fígado é realizado em grandes centros de transplante em todo o mundo como intervenção terapêutica para pacientes com doenças do fígado em fase terminal. OBJETIVO: Analisar os resultados e incidência de transplante de fígado realizado na Universidade de São Paulo e comparar com a do Estado de São Paulo antes e depois da adoção do Modelo para Doença Hepática Estágio Terminal (MELD). MÉTODO: Avaliação do número de transplantes de fígado antes e depois da adoção do escore MELD. Os valores médios e desvios-padrão foram utilizados para analisar variáveis ??normalmente distribuídas. Os resultados de incidência foram comparados com os do Estado de São Paulo. RESULTADOS: Houve alta prevalência de homens, com predomínio na meia-idade. A principal indicação para o transplante de fígado foi cirrose por hepatite C. A média e as taxas de sobrevivência mediana e sobrevida global em dez e cinco anos, foram semelhantes entre os grupos (p>0,05). A pontuação MELD aumentou ao longo do período de estudo para os pacientes que se submeteram ao transplante de fígado (p>0,05). Houve aumento do número de transplantes de fígado após a adoção do escore MELD na Universidade de São Paulo e no Estado de São Paulo (p<0,001). CONCLUSÃO: A adoção da pontuação MELD levou ao aumento do número de transplantes de fígado realizados em São Paulo.


Palavras-chave: Transplante, Doença, Cirurgia Geral

11 - Embolização portal utilizando cateter adaptado de histerossalpingografia

Portal vein embolization using an adapted hysterosalpingography catheter

Klaus STEINBRÜCK, Jefferson ALVES, Reinaldo FERNANDES, Marcelo ENNE, Lúcio Filgueiras PACHECO-MOREIRA

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):204-205

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RACIONAL: Embolização da veia porta é procedimento consagrado para estimular a hipertrofia do fígado remanescente, a fim de reduzir as complicações pós-hepatectomia. OBJETIVO: Apresentar série de casos submetidos à embolização da veia porta usando cateter adaptado de histerossalpingografia, por via transileocólica. MÉTODOS: Foi realizada embolização do ramo portal direito em 19 pacientes utilizando cateter de histerossalpingografia. Foi usado Gelfoam(r) em pó com solução de álcool absoluto, como material embolizante. As indicações para hepatectomia foram metástases hepáticas colorretais em todos os casos. RESULTADOS: Hipertrofia adequada do fígado remanescente foi alcançada em 15 pacientes (78,9%) e a hepatectomia foi realizada em 14 (73,7 %). Em um (5,2 %), a progressão do tumor impediu a realização da operação. Um paciente apresentou insuficiência renal aguda após embolização portal. CONCLUSÕES: O cateter de histerossalpingografia é fácil de ser manuseado e pode ser introduzido na veia porta com um fio guia. Não houve complicação grave pós-embolização. Seu uso é seguro, barato e eficaz.


Palavras-chave: Transplante, Doença, Cirurgia Geral

Artigo de Revisão

12 - O uso terapêutico dos simbióticos

The therapeutic use of symbiotics

Aline Gamarra Taborda FLESCH, Aline Kirjner POZIOMYCK, Daniel De Carvalho DAMIN

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):206-209

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INTRODUÇÃO: Os alimentos funcionais são vistos como promotores de saúde e seu uso está associado à redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas e não-transmissíveis. Exemplos deles são os simbióticos. A associação de um (ou mais) probiótico com um (ou mais) prebiótico denomina-se simbiótico, sendo os prebióticos complementares e sinérgicos aos probióticos, apresentando assim um fator multiplicativo sobre suas ações isoladas. OBJETIVO: Verificar as evidências dos benefícios do uso de simbióticos no tratamento de situações clínicas e cirúrgicas. MÉTODOS: Foram buscados no Pubmed/Medline os descritores: simbiótico, probiótico e prebiótico nos últimos 15 anos, sendo que do universo pesquisado foram selecionados 25 artigos utilizados como base de dados. RESULTADOS: O uso do simbiótico pode promover aumento do número de bifidobactérias, controle glicêmico, redução da taxa de colesterol sanguíneo, balanceamento da microbiota intestinal que auxilia na redução da obstipação e/ou diarréia, melhora da permeabilidade intestinal e estimulação do sistema imunológico. As indicações clínicas destes produtos tem sido ampliada, com intuito de maximizar as funções fisiológicas individuais para possibilitar o incremento da saúde. Assim, com o interesse elevado no controle clínico e nutricional das doenças, muitos estudos já foram realizados comprovando a eficácia do uso de simbióticos na melhora e/ ou prevenção de doenças diversas e/ou de sintomas gastrointestinais. CONCLUSÃO: Os simbióticos comportam-se de forma diferenciada e positiva nas mais variadas situações patológicas.


Palavras-chave: Simbiótico, Probiótico, Prebiótico

13 - Diagnóstico e tratamento da doença do refluxo gastroesofágico

Diagnosis and management of gastroesophageal reflux disease

Maria Aparecida Coelho de Arruda Henry

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):210-215

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INTRODUÇÃO: A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é, provavelmente, uma das doenças mais prevalentes no mundo que compromete significativamente a qualidade de vida. Sua incidência no Brasil é de 12%, o que corresponde a 20 milhões de indivíduos. OBJETIVO: Atualizar o manuseio da DRGE e as novas tendências no diagnóstico e tratamento, revendo as experiências internacional e brasileira sobre o tema. MÉTODO: Foi realizada revisão da literatura baseada em artigos publicados no Medline/Pubmed, SciELO, Lilacs, Embase e Cochrane cruzando os seguintes descritores: doença do refluxo gastroesofágico, diagnóstico, tratamento clínico, cirurgia, fundoplicatura. RESULTADOS: Vários fatores estão envolvidos na fisiopatologia da DRGE, sendo o mais importante o relaxamento transitório do esfíncter inferior do esôfago. As manifestações clínicas são azia, regurgitação (sintomas típicos), tosse, dor torácica, asma, rouquidão e pigarro (sintomas atípicos), que podem ser seguidos ou não de sintomas típicos. Pacientes com DRGE podem apresentar complicações como estenose péptica, hemorragia e esôfago de Barrett, que é o fator predisponente mais importante para adenocarcinoma. O diagnóstico deve ser baseado na anamnese e os sintomas devem ser avaliados em termos de duração, intensidade, frequência, fatores precipitantes e relevância, padrão de evolução e impacto na qualidade de vida do paciente. O diagnóstico exige confirmação com exames diferentes. O objetivo do tratamento clínico é aliviar os sintomas e o tratamento cirúrgico é indicado para os que necessitam de uso contínuo de drogas, com intolerância ao tratamento clínico prolongado e com complicações. CONCLUSÃO: A anamnese é fundamental para o diagnóstico de DRGE, com análise especial dos sintomas típicos e atípicos. Endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica são os métodos diagnósticos mais sensíveis. O tratamento clínico é útil no controle dos sintomas; no entanto, o grande problema é manter os pacientes assintomáticos ao longo do tempo. O tratamento cirúrgico é indicado para pacientes que necessitaram o uso contínuo de drogas, intolerantes às drogas e com formas complicadas da DRGE.


Palavras-chave: Refluxo Gastroesofágico, Diagnóstico, Terapêutica, Fundoplicatura, Cirurgia

14 - Anastomose esofagogástrica manual versus mecânica pós-ressecção esofágica: revisão sistemática e metanálise

Hand-sewn versus stapler esophagogastric anastomosis after esophageal ressection: sistematic review and meta-analysis

Paula Marcela Vilela CASTRO, Felipe Piccarone Gonçalves RIBEIRO, Amanda de Freitas ROCHA, Mônica MAZZURANA, Guines Antunes ALVAREZ

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):216-221

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INTRODUÇÃO: Deiscências e estenoses anastomóticas pós-operatórias são eventos dramáticos que causam aumento da morbimortalidade; por esta razão é sempre importante avaliar qual é o melhor meio de se fazer as anastomoses. OBJETIVO: Comparar as técnicas de anastomose esofagogástrica manual e mecânica, após ressecção de neoplasia maligna de esôfago, quanto à ocorrência de fístula, estenose, sangramento, complicações cardíacas e pulmonares, mortalidade e tempo cirúrgico. MÉTODOS: Foi realizada uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados, que incluiu estudos de quatro bases de dados (Medline, Embase, Cochrane e Lilacs) usando a combinação dos descritores (anastomosis, surgical) and (esophagectomy). RESULTADOS: Treze ensaios clínicos randomizados foram incluídos, totalizando 1778 pacientes, sendo 889 no grupo da anastomose manual e 889 no grupo da anastomose mecânica. A anastomose mecânica reduziu o sangramento (p<0,03) e o tempo cirúrgico (p<0,00001) quando comparado à anastomose manual pós ressecção esofágica. No entanto, a anastomose mecânica aumentou o risco de estenose (NNH=33), complicações pulmonares (NNH=12) e mortalidade (NNH=33). Não houve diferença significativa em relação à formação de fístulas (p=0,76) e complicações cardíacas (p=0,96). CONCLUSÃO: Após ressecção de neoplasia esofágica, o uso da anastomose mecânica demonstrou reduzir o sangramento e o tempo cirúrgico, porém aumentou a incidência de estenose, complicações pulmonares e mortalidade.


Palavras-chave: Esofagectomia, Anastomose cirúrgica, Metanálise

Carta ao Editor

15 - Vipoma extra-pancreático

Extra-pancreatic vipoma

Franz R. APODACA-TORREZ, Marcello TRIVIÑO, Edson José LOBO, Alberto GOLDENBERG, Tarcísio TRIVIÑO

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):222-223

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16 - Cistadenoma mucinoso retroperitoneal primário - relato de caso

Primary retroperitoneal mucinous cystadenoma - case report

Marco Aurelio SANTO-FILHO, Ramiro COLLEONi, David Carlos SHIGUEOKA, Ricardo ARTIGIANI, Milton SCALABRINI, Gaspar de Jesus LOPES-FILHO

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):224-226

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17 - Síndrome de Mirizzi: um grande desafio cirúrgico

Mirizzi syndrome: a surgical challenge

Patrícia de Souza LACERDA, Manuel Rios RUIZ, Ana MELO, Leonardo Simão GUIMARÃES, Rubem Alves da SILVA-JUNIOR, Gerson Suguiyama NAKAJIMA

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):226-227

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18 - Disfagia após correção da hérnia de hiato

Dysphagia after hiatal hernia correction

Bruno ZILBERSTEIN, Juliana Abbud FERREIRA, Marnay Helbo de CARVALHO, Cely BUSSONS, Arthur Sérgio SILVEIRA-FILHO, Henrique JOAQUIM, Fernando RAMOS

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):228-229

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19 - Endometrioma localizado no músculo reto abdominal: relato de caso e revisão da literatura

Endometrioma localized in the rectus abdominis muscle: a case report and review of literature

Omer F. OZKAN, Oztekin CIKMAN, Hasan Ali KIRAZ, Emir C. ROACH, Mehmet Ali KARACAER, Muammer KARAAYVAZ

arq. bras. cir. dig. 2014;27(3):230-231

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